Erro de projeto coloca estrutura de Belo Monte em risco

 

Em outubro, a Norte Energia SA afirmou em documento que precisava alterar a vazão do reservatório intermediário, devido à seca severa do Xingu, para evitar danos estruturais na barragem principal. Cenário lança incertezas sobre a segurança da hidrelétrica.

Na Volta Grande do Xingu, região mais afetada pela hidrelétrica de Belo Monte, a escassez de água tem causado a morte massiva de peixes, provocado insegurança alimentar de indígenas e ribeirinhos e impedido a mobilidade da população. (Foto: FÁBIO ERDOS (THE GUARDIAN/Reprodução El País)

Na Volta Grande do Xingu, região mais afetada pela hidrelétrica de Belo Monte, a escassez de água tem causado a morte massiva de peixes, provocado insegurança alimentar de indígenas e ribeirinhos e impedido a mobilidade da população. (Foto: FÁBIO ERDOS (THE GUARDIAN/Reprodução El País)

Leia na minha coluna no El País

Lula livre, sim, mas sem fraudar a história

O PT não contribuirá com a criação de um futuro melhor se seu maior líder seguir insistindo em apagar a memória de Belo Monte

Cartazes pedindo a saída de Lula da prisão são colocados em frente ao STF. (Foto: Adriano Machado/Reuters/Reprodução do El País)

Cartazes pedindo a saída de Lula da prisão são colocados em frente ao STF (Foto: Adriano Machado/Reuters/Reprodução do El País)

Luiz Inácio Lula da Silva, preso há mais de um ano, deve ser libertado. E isso provavelmente acontecerá, de um modo ou outro. Lula deve ser libertado porque o processo que o colocou na cadeia está povoado por abusos do poder judiciário e despovoado de provas. Como já escrevi neste espaço, a prisão de Lula não mostrou que até os poderosos são presos no Brasil, mas sim que até os poderosos podem ter seus direitos violados no Brasil. O que cada um acha sobre a culpa ou inocência de Lula não importa, o que importa são provas e o cumprimento do rito legal. É isso que nos protege a todos, é isso o que também separa a democracia da ditadura. É fundamental, porém, fazer uma distinção. Como qualquer brasileiro, Lula tem direito à justiça. Mas Lula não tem direito aos seus próprios fatos.

Leia no El País

Brasil, construtor de ruínas

Quero contar pra vocês que meu novo livro está vindo. Busco pensar os caminhos pelos quais chegamos até este momento. Me ajudou a compreender melhor o que vivemos. Espero que possa ajudar vocês. Me movo, como sempre, pelas perguntas. Se alguém estiver interessado, a pré-venda já começou. No site da Arquipélago Editorial está com 20% de desconto. Também já está disponível nos sites das principais livrarias do Brasil. Botar um livro no mundo é uma grande responsabilidade pra mim e estou bem emocionada.

livro prevenda

Sinopse:
“Temos vivido de espasmo em espasmo, um espasmo se sobrepondo ao outro, como se vivêssemos numa eterna respiração de afogados que apenas por um instante conseguem subir à superfície. Neste livro, a premiada jornalista Eliane Brum recupera o que perdemos: o processo. A partir de seu ponto de vista sempre singular, ela aponta o que é ruptura, o que é continuidade. Narra as transformações de um país que acreditava ter finalmente chegado ao futuro, mas descobriu-se atolado no passado. Partindo das reportagens e artigos de opinião escritos nos últimos anos, especialmente para sua coluna no jornal El País, ela documenta não só as mudanças objetivas, mas também as subjetivas, às vezes mais determinantes – da eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro operário a alcançar o poder, aos primeiros cem dias do governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro. Também analisa temas centrais para a compreensão das duas primeiras décadas deste século, como o crescimento dos evangélicos, o racismo estrutural, a violência que mata os mais pobres, os novos feminismos, a desmemória e o autoritarismo que nos espreita há mais tempo do que admitimos. E interpreta o Brasil a partir da violação da floresta por governos tanto de esquerda quanto de direita. A Amazônia é o ‘centro do mundo’ – e também deste livro.”

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